terça-feira, 27 de setembro de 2011

TIPNIS e Xingu: a mesma luta.

Yes, nós temos Rock in Rio

Uma guitarra destruindo a hidrelétrica de Belo Monte é uma das imagens da 5ª edição do Rock Rio Guamá.

Guamá é o nome do rio que banha o campus da Universidade Federal do Pará - UFPA, em Belém.


Belém - Amazônia - Brasil


Porque lutamos pelo TIPNIS?

As 11 chaves para entender o conflito do TIPNIS e a violência polícial contra indígenas na Bolívia

Os povos indígenas são os impulsionadores das mudanças na Constituição Política do Estado, com a histórica Marcha pelo Território e a Dignidade, iniciada a 15 de agosto de 1990. Agora estão enfrentados ao governo de Evo Morales, que expressou em muitas oportunidades seu compromisso com os povos indígenas. O TIPNIS é o caso que os separa e pelo qual até agora não puderam sentar na mesa de negociações.

Este é um tema de importância vital, considerando os projetos governamentais impulsionados e as prioridades propostas pelos povos indígenas. Por isso, o site Oxigênio preparou uma rota detalhada para entender este complexo problema. Recomendamo-lo, vale a pena lê-lo.

Ler mais em: http://diarioliberdade.org/index.php?option=com_content&view=article&id=19930:as-11-chaves-para-entender-o-conflito-do-tipnis-e-a-violencia-policial-contra-indigenas-na-bolivia&catid=242:repressom-e-direitos-humanos&Itemid=156

Solidariedade aos indígenas do TIPNIS

FÓRUM SOCIAL PAN-AMAZÔNICO (FSPA)


NOTA DE REPÚDIO À VIOLÊNCIA POLICIAL CONTRA A MARCHA INDIGENA EM DEFESA DO TIPNIS

O Fórum Social Pan-Amazônico (FSPA), coletivo composto por mais de 50 organizações e movimentos sociais do Brasil, Peru, Estado Plurinacional de Equador, Estado Plurinacional de Bolívia, Colômbia, República Bolivariana da Venezuela, República Cooperativa da Guiana, Suriname e Guiana, repudia veementemente a violenta, covarde e brutal agressão que as forças policiais bolivianas cometeram contra os indígenas do Território Indígena Parque Nacional Isiboro Sécure (TIPNIS).
Há mais de 40 dias estes indígenas encontram-se marchando em defesa de seu território, ameaçado pelo governo boliviano e pela empreiteira brasileira OAS, que querem construir uma rodovia que passará por dentro daquele parque sem o consentimento das comunidades que o habitam. A intenção dos manifestantes é ir de Trinidad até La Paz, exigir que o presidente Evo Morales escute as populações que serão impactadas.
Não é de hoje que governos latino-americanos servem para implementar as agendas das grandes corporações, nacionais e internacionais, sem se preocupar com o que pensam ou sofrem os povos, em especial, os povos indígenas. Em nome de um desenvolvimento que já destruiu mais de um terço de todos os recursos naturais do planeta, destroem-se florestas, rios, vidas.
Reafirmamos que o direito dos povos originários de manterem suas culturas, suas identidades e seus territórios é sagrado. Povos indígenas e quilombolas devem ter suas terras demarcadas e juntamente com as comunidades tradicionais ter reconhecidos seus direitos à autonomia e ao autogoverno sem que isto signifique separatismo ou cisão do território nacional. Isto significa que nenhum projeto pode ser implantado sem o prévio consentimento das comunidades que vivem nestes territórios. Somos contra mega-projetos que alteram a geografia, destroem o meio-ambiente, desalojam populações, afogam culturas, gerando miséria e sofrimento. Somos contra o agronegócio e modelos que exploram a terra com o intuito de lucro. Defendemos o direito inalienável de todos os seres humanos de viverem em paz, com saúde, educação, moradia e todas as garantias para desenvolverem plenamente suas potencialidades.
O que aconteceu no dia 25 de setembro não pode ser de forma nenhuma aceito. Nada justifica a violência que irmãos e irmãs indígenas sofreram. Certamente todos os abusos e autoritarismos serão mundialmente denunciados.
Exigimos que todas as mulheres e homens presos sejam imediatamente libertados. Que nenhum deles seja processado por ter se defendido dos violentos ataques que sofreram. Que nenhum deles seja criminalizado por lutar pela justiça, pela igualdade, por uma forma de viver que não leve ao fim do planeta.
O FSPA está ao lado de todos aqueles que lutam por um TIPNIS livre da opressão e ganância do capital. Esta luta não pode e não deve ser interrompida.


VIVA O TIPNIS LIVRE!
VIVA A PAN-AMAZÔNIA LIVRE!


Belém, 26 de setembro de 2011


COMITÊ DE ARTICULAÇÃO DO FSPA

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Repressão e prisão de liderança indígena pelo governo de Evo Morales.



Fonte: Diário Liberdade

Bolívia: traição de Evo Morales

Brutal e inhumana represión a la VIII Marcha Indígena

(Comisión de Comunicación de la Marcha).- El 25 de septiembre a horas 16:30 se inició un operativo policial y/o militar de cerco sobre el campamento del puente San Miguel a 5 Km de Yucumo, donde estaban descansando alrededor de 800 marchistas, incluyendo más de dos centenares de niños y bebés.



Alrededor de las 17 horas empezó una despiadada gasificación contra la gente indefensa, lo que provocó una confusión total y por ese motivo empezaron a extraviarse y desaparecer muchos de los niños que estaban ahí acampados junto a sus madres.

Posteriormente efectivos de la policía procedieron a perseguir a la gente, a acorralarlos, golpearlos, quemando el campamento, gasificando mujeres embarazadas y deteniendo enseres personales de la prensa, obligaron a la gente a subir a camionetas para de esta manera, digna de la peor de las dictaduras, intervenir y acabar con la marcha.

Posteriormente estas personas fueron obligadas a subir a buses que en número de 8 partieron con dirección a Yucumo, obligados por el bloqueo de caminos que ya esta efectuándose en San Borja, donde la población salió a la calle enardecida una vez que circuló la noticia de la intervención a la marcha.

A la vez, tenemos información que son muchos los dirigentes y comunarios que se han refugiado en el monte, así como los que se encuentran detenidos amarrados en los buses, en el camino, hay madres desesperadas buscando a los niños. Algunos compañeros lograron escapar y llegaron a San Borja para refugiarse como el presidente de la CIDOB Adolfo Chávez.

Frente a esta situación urge que la ONU, la Defensoría del Pueblo, la Asamblea Nacional Permanente de Derechos Humanos y otros organismos nacionales e internacionales presentes en el país, GARANTICEN LA VIDA DE TODOS Y CADA UNO DE LOS MARCHISTAS, ESPECIALMENTE DE LAS MUJERES NIÑOS Y BEBES, ante la brutal represión que sufrieron por parte del gobierno de Evo Morales, a la vez, deben exigir la inmediata libertad de detenidos en buses policiales , cuyo destino en estos momentos sigue siendo incierto.

Lista Preliminar de niños y adultos desaparecidos

REGIONAL CIPOAP: Pamela Monje (niña), Eolita Monje (niña), Thieri Paz (niño), Carmen Rosa Vargas (bebé), Cleise Vargas (niña), Yusara Malala (niña), Kareli Chupinavi (niña), Hugo Camama, Marcelo Matias, Raúl Antelo, Edilberto Duri, Ariel Duri, Kelly Padilla, Clever Vargas, Ricardo Vargas, Gustado Maeda, Betsabé Mariaca, Norberto Tuno, María Rodriguez, Juana Avellaneda, Manuel Rodriguez, Silvia Flores, Guido Monje, Robert Cepa, Arminda Ortiz, Henry Paz, Silencia Parada, Condor Monje, Ester Monje, Jaño Game, Roxana Humaday, Jesus Michiguene, Regis Ojopi, Santiago Barroso y Antonio Barroso.

Dirigentes desaparecidos:
Alberto Ortiz Alvares (presidente de la CIRABO)
Durimar Merelis (Presidente de la CIPOAP)

Heridos confirmados:
Cinthya Sabené (CIRABO)

Último momento: por confirmar la muerte de un bebé de 3 meses NN.

Fonte: http://www.fobomade.org.bo/art-1347

Outras notícias:
http://diarioliberdade.org/index.php?option=com_content&view=article&id=19914:governo-boliviano-manda-a-policia-contra-os-indigenas-um-bebe-morto-e-37-pessoas-desaparecidas&catid=257:repressom-e-direitos-humanos&Itemid=131

http://www.apcbolivia.org/inf/noticia.aspx?fill=299&Id=8&D86rtFv&fil=9&hrtsdate=10&BDrt54SSDfe=&%FS45

http://www.somossur.net/index.php?option=com_content&view=article&id=726:cronologia-de-la-marcha-por-la-dignidad-el-territorio-y-el-tipnis&catid=89:defendamos-el-isiboro-secure&Itemid=110

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Pare Belo Monte, em Florianópolis-SC

O dia 20 de agosto de 2011 foi marcado pela luta contra a construção do complexo hidrelétrico de Belo Monte, um ATO MUNDIAL convocado de forma descentralizada por ativistas e movimentos autônomos.


Em Florianópolis a concentração começou às 9:00 horas da manhã, e com um belo dia de sol, os manifestantes do ato entregaram panfletos e conversaram com as pessoas, alertando a sociedade para os impactos que serão causados pela hidrelétrica, que alagará 500 quilômetros quadrados de área da floresta amazônica e exigindo do governo federal respeito à vida das etnias indígenas que vivem em torno do Rio Xingu e que serão duramente afetadas no seu modo de vida pela construção.


A manifestação chegou ao seu auge com o encenamento dirigido por Gert Schinke e Raquel Macruz, onde foi interpretado a devastação das florestas pela monocultura agroexportadora das transnacionais. Uma bela encenação que atraiu a curiosidade dos pedestres, e integrou o público a manifestação contra BELO MONTE.


Anderson Morais
DCE-UNISUL

domingo, 21 de agosto de 2011

Ato Mundial Contra Belo Monte (Belém)

Imagens da manifestação ocorrida em Belém-PA, dia 20/08/2011.

Outros vídeos do ato em Belém:
http://www.youtube.com/watch?v=PieReLhOk5M

http://www.youtube.com/watch?v=rawua5uQKyI

Ato Mundial Contra Belo Monte (Vitória do Xingu)

Imagens da manifestação na comunidade Belo Monte, município de Vitória do Xingu, em 19/08/2011.


quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Dia 20/08, todos contra Belo Monte


Milhares de manifestantes, em 14 países, irão protestar contra a construção de barragens na Amazônia.

Veja os locais de concentração: http://www.xinguvivo.org.br/acao/


Em defesa da Educação


Ato público: concentração na Av. Augusto Montenegro (trevo do Satélite), às 09h00.



quinta-feira, 11 de agosto de 2011

No Brasil dos latifundiários, plantar árvores dá cadeia.

A cada ano que passa, com a chegada de uma nova idade, temos a impressão de que não vamos nos surpreender com mais nada. Mas a sociedade capitalista é pródiga em nos oferecer surpresas. Desagradáveis, na maioria das vezes. Plantar árvores, no Brasil, virou crime.

Nos últimos oito anos e meio o país tem vivido situações complexas, contraditórias e até mesmo, bizarras. Em 2002, com a posse de Lula, ex-metalúrgico, primeiro presidente eleito por um partido com suas origens no proletariado, a imensa maioria dos trabalhadores acreditou que finalmente veria atendida suas demandas por justiça social, igualdade de direitos, distribuição de renda, fim da corrupção.

Não se pode dizer que o início tenha sido pouco inovador ou impactante. De fato, não o foi. Já no primeiro ano de governo a cúpula petista optou por levar adiante a Reforma da Previdência Social, nos moldes da proposta defendida pelo antigo governo, social-democrata no nome, neoliberal nas ações.

Rejeitada nas ruas, a retirada de direitos dos servidores públicos e a privatização parcial da previdência social, causou um enorme mal estar no interior do partido governante. Os parlamentares que votaram contra, foram expulsos; os filiados que repudiaram as expulsões, se desfiliaram. Daqueles que permaneceram, mas seguiram indignados, parte também saiu, tempos depois. Os que ficaram... se calaram, alguns contentando-se em ser a perna "esquerda" do novo governo social-liberal.

A burguesia brasileira, incluindo setores retrógrados da "classe média", costumam fazer piadinhas sobre baixa escolaridade de Lula, que, como a maioria dos trabalhadores, precisou negligenciar – e até abandonar – seus estudos, para poder arrumar um emprego para seu sustento e de sua família. Entretanto, não se pode duvidar da inteligência e esperteza dos novos governantes.

Os governos petistas adotaram uma artimanha simples, mas eficaz, para neutralizar a oposição burguesa: tomaram posse das suas propostas. O que fizeram foi, simplesmente, usurpar as propostas defendidas pelos patrões, lhes dar um discurso de "esquerda" e apresentá-las com nomenclatura inédita. Não é nenhuma fórmula milagrosa, nem inovadora, mas foi muito cara à história do Partido dos Trabalhadores.

A vontade de implantar essa orientação e aniquilar a oposição burguesa foi tão forte, que se apropriaram até dos seus esquemas de corrupção. E para alegrar seus novos aliados e financiadores, trataram de ressuscitar projetos, como o da construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, criado durante a ditadura militar e derrotado em 1989, após manifestações de estudantes, sindicalistas, ambientalistas, moradores de Altamira e povos indígenas. Na época, o PT era um dos atores na luta contra a usina, hoje, é seu principal incentivador.

Algo similar está ocorrendo com o Código Florestal, onde o Partido Comunista do Brasil se apresenta como o porta-voz dos ruralistas para levar adiante uma série de alterações na legislação ambiental, que ao final, servirão para favorecer os interesses do latifúndio e demais empresários-especuladores do agronegócio, e do setor de mineração, nada preocupados com temas relacionados à preservação da biodiversidade ou populações tradicionais.

Considerando tais acontecimentos, não deveria achar estranho o que ocorreu no último dia 02/08/2011, quando "um grupo de jovens que não concordam com a construção da usina de Belo Monte nem com o desmonte do Código Florestal", como eles se autodefinem, foram presos por plantarem mudas de copaíba, ipê-roxo e aroeira, árvores típicas do cerrado brasileiro. Mas não consigo encontrar outra palavra (a não ser sinônimos) para melhor definir a situação: bizarra.

A atitude da Polícia do Senado pode ser tachada de qualquer coisa, mas não merece críticas por ser destoante das orientações dos políticos do Planalto Central. Senão, vejamos: o governo brasileiro se esforça para unificar ex-comunistas e capitalistas; para aprovar projetos que irão ampliar a devastação na Amazônia; para modificar e regredir a Lei que protege (ou deveria proteger) as florestas e o meio ambiente; o presidente do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente diz que vai fazer com os indígenas brasileiros o que os colonizadores britânicos fizeram com os aborígenes australianos; aí aparecem uns "jovenzinhos porraloucas" plantando árvores no belíssimo gramado do Congresso Nacional. Ora, ora...

O que se esperava que as forças de repressão do Estado burguês fizessem, diante de tamanha subversão à ordem? Apertassem-lhes as mãos, dando os parabéns pela excelente ação de cidadania? Os convidassem para plantar vitórias-régias no espelho d'água? As polícias do Senado e Militar fizeram apenas o que o governo brasileiro está mandando fazer: criminalizar as vozes divergentes, que ousam defender o meio ambiente, diante a insanidade da busca de lucro pelos capitalistas.

Triste o país cujos governantes mandam prender seus cidadãos por plantarem árvores.

Artigo publicado em:
Diário Liberdade
Portal Ecodebate

Informações sobre a ação em Brasília: Um Jardim Para a Liberdade do Povo

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Anistia Internacional denuncia Belo Monte em relatório


A Anistia Internacional, uma das mais importantes entidades de monitoramento, denuncia de violações e proteção de direitos humanos, acaba de lançar um novo relatório onde avalia as relações de Estados nacionais com as populações indígenas.

Tratando de violações na Argentina, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Equador, Guatemala, México, Panamá, Paraguai, Peru e Estados Unidos, o documento “Sacrificando direitos em nome do Progresso – Povos Indígenas ameaçados nas Américas” avalia grandes projetos governamentais de profundos impactos sobre as populações indígenas, processos legislativos truncados e medidas de proteção deficitárias, questionando as políticas de Estado sobre as relações com os indígenas.

No caso brasileiro, a Anistia destacou as violações de direitos cometidas pelo Estado no decorrer do projeto de Belo Monte, bem como a situação calamitosa dos Guarani Kaiowa, ameaçados pela expansão do agronegócio sojeiro e canavieiro no Mato Grosso do Sul.

Clique aqui para ver o documento na íntegra.

Fonte: http://www.xinguvivo.org.br/2011/08/08/anistia-internacional-denuncia-belo-monte-em-relatorio-sobre-direitos-indigenas-nas-americas/





segunda-feira, 8 de agosto de 2011

O mundo se mobiliza contra Belo Monte

97 organizações lançam comitê contra as mudanças no Código Florestal

Integrantes de 97 organizações da sociedade civil, movimentos sociais, parlamentares e ex-ministros participaram, em 5/8, na capital paulista, do lançamento do Comitê Paulista em Defesa das Florestas e do Desenvolvimento Sustentável Contra o Projeto de Lei Complementar 30/2011, que altera o Código Florestal Brasileiro. Também foi lançado um abaixo-assinado contra o projeto do novo código.

A ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva disse que o comitê dá a oportunidade de as pessoas saírem do papel de observadoras e para passar a agir. Ela citou uma pesquisa do Instituto Datafolha, divulgada em junho, que constatou que 79% da população têm posição contrária ao texto do senador Aldo Rebelo (PCdoB-SP), relator do projeto. “Espero, sinceramente, que consigamos mobilizar as pessoas para que elas deem sustentabilidade política aos 81 senadores. Eles podem fazer uma atualização do Código Florestal à altura das necessidades do Brasil”.

João Paulo Rodrigues, representante do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), disse que o momento é propício não só para fazer o debate sobre as mudanças no Código Florestal como para incluir outros segmentos na discussão. “Nós, do campo, pequenos agricultores, não fomos consultados. A referência de agricultura que foi consultada é a do grande agronegócio que tem como principal base a monocultura, o uso demasiado de agrotóxicos e, acima de tudo, a depredação do meio ambiente”.

O deputado federal Ivan Valente (PSOL-SP) enfatizou que o novo Código Florestal atenta contra o interesse coletivo nacional. “O que está em jogo nessa proposta não é um problema só ambiental ou agrícola. Está em jogo a vantagem comparativa de uma nação e um processo histórico que conservou grande parte de sua biodiversidade, florestas, água e solo e que pode ser uma potência. Está em jogo também o modelo agrícola e agrário”.

Ler mais em:  http://www.ecodebate.com.br/2011/08/08/97-organizacoes-da-sociedade-civil-lancam-comite-e-abaixo-assinado-contra-novo-codigo-florestal/

domingo, 7 de agosto de 2011

300 mil "indignados" nas ruas de Israel.

La Radio del Sur - [Tradução de Diário Liberdade] Mais de 300 mil “indignados” saíram neste sábado às ruas das principais cidades de Israel para protestar pelo alto custo da habitação, aluguéis e a vida em geral.

Só em Tel Aviv cerca de 200 mil pessoas marcharam contra o alto custo da vida. Em Jerusalem, cerca de 20 mil pessoas se mobilizaram até a residência oficial do premiê Netanyahu, na terceira semana de protestos silenciados pela imprensa internacional.

A principal manifestação teve lugar em Tel Aviv, onde mais de 200 mil pessoas se concentraram em torno da praça Habima, próximo de onde foi levantado um acampamento de protesto.

“O povo quer justiça social” ou “Toda uma geração demanda um futuro”, coreavam os manifestantes, emulando as palavras de ordem popularizadas durante as revoltas árabes na Tunísia ou no Egito, e as manifestações de distintas cidades espanholas.

A manifestação paralisou o tráfico em importantes zonas da cidade e foram reproduzidas em outras cidades como Jerusalém, Kiryat Shomna ou Eilat. Enquanto em Jerusalem cerca de 20 mil pessoas marcharam até a residência oficial do primeiro ministro Benjamin Netanyahu para exigir demissões na terceira semana consecutiva de manifestações, resenhou a Europa Press.

Identificados com as palavras de ordem de “o povo demanda justiça” e “uma geração inteira exige um futuro”, os manifestantes anunciaram que líderes sindicais falarão à multidão e grupos artísticos realizarão apresentações ao ar livre.

“Jovens de Israel, chegou a nossa hora”, proclamou o presidente do Sindicato Nacional de Estudantes, Itzik Shmuli, durante a manifestação de Tel Aviv.

“É um despertar coletivo sem precedentes. Estamos sendo testemunhas de como o povo é solidário (...). O que começou como uma batalha por uma habitação acessível converteu-se em um movimento de protesto que é como uma bola de neve e agora fala de uma ampla mudança de sistema”, explicou um dos manifestantes em declarações publicadas pela edição digital do diário Yedioth Aharonoth.

Os ativistas chegam três semanas acampados no bulevar Rothschild de Tel Aviv ante o silêncio midiático internacional, para protestar pelo custo de vida e exigir uma habitação acessível em um movimento que está ganhando apoio dia após dia. A deste sábado é a terceira grande manifestação em Tel Aviv.

Traduzido para Diário Liberdade por Lucas Morais

Viva a luta dos estudantes chilenos



Entrevista com o dirigente estudantil Joaquín Araneda: “funcionamos em assembleias com democracia direta”.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Repudiar a repressão aos estudantes chilenos

Relato da vereadora porto-alegrense Fernanda Melchionna, direto do Chile:

"Hoje (04/agosto) a repressao foi inacreditavel. Como sabem tinha um ato convocado pela internet para hj de manhã na Plaza Italia, uma das pracas que se localizam na avenida principal, chamada popularmente de ALameda. Como as assembléias dos estudantes secundaristas e as que se realizaram até agora, dos universitários, recusaram a proposta do governo para a educação, o governo proibiu a realização de atos na avenida, assim como nas ditaduras.
Mas o que vi hoje nas ruas foi impressionante. Primeiro o metrô não permitiu que estudantes (que tem seu cartão de estudante) utilizassem o transporte, para tentar dispersar a marcha. Quando saí de casa (fui sozinha, por sorte do destino) em cada esquina tinha no mínimo 10 policiais, que paravam todos os estudantes, grupos de estudantes ou "pessoas suspeitas" de passar. Sim, revistavam mochilas, mandavam andar, para que nao chegassem até a concentração. Como estava sozinha e (lamentavelmente já não pareço secundarista) fui passando. Quando cheguei a uma quadra da concentração, o cheiro de gás lacrimogênio entrou pelo nariz e as bombas começaram a ser jogadas pela polícia contra pequenos grupos que conseguiram passar. Os tanques de água, que aqui chamam guanaco, passavam tempo a tempo jogando água suja e tóxica sobre a gente.
Bom, muita esponteinadade, resistência dispersa, vários focos de jovens fazendo mini-atos, queimando lixeiras até a polícia chegar e dispersar...
(...)
Agora as 18h30 tem outra marcada. Agora já vou levar meu limão, pois tive que comprar (sim, tem gente com "visao de mercado" que fica vendendo limão na rua), depois de passar muito mal, depois da 3ª bomba de gás e água suja e gelada na minha cara.
Falei para os companheiros que começaremos uma campanha de solidariedade aí no Brasil e eles ficaram muito felizes...
No mais, resistance!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!"

Os noticiários falam em mais de 800 pessoas detidas e fazem comparações com o período da ditatura Pinochet. “Isto parece um estado de sítio, imagino como era há 30 anos no Chile... nem sequer está assegurado o direito de se reunir em espaços públicos”, disse uma das lideranças estudantis, Camila Vallejos.

Avante Pinguinos

A vereadora Fernanda se licenciou da Câmara Municipal de Porto Alegre para acompanhar as mobilizações estudantis que estão ocorrendo no Chile. Protestos para defender a educação pública e se opor à proliferação de escolas e universidades privadas com fins lucrativos estão acontecendo há aproximadamente dois meses. Convocados pela Federação de Estudantes do Chile e pelo Colégio de Professores do país, um dos protestos chegou a reunir em um só dia mais de 400 mil pessoas em diversas cidades chilenas. Mesmo com a dura repressão do Governo de Piñera, com muitas prisões e espancamentos, os estudantes seguem mobilizados com escolas ocupadas, piquetes em frente as Universidades e recebendo apoio de outros setores, principalmente dos trabalhadores.

Ler mais em: http://www.fernandapsol.com.br/imprensa.php?id=430

Manifestantes fazem Governo cancelar abertura da Operação Cidadania Xingu.

Teria sido outra manhã ensolarada com solenidade governamental em Altamira, no Pará – não fossem os problemas que a Usina de Belo Monte vem criando na região.
Começou nesta quarta-feira ( dia 3) a Operação Cidadania Xingu, do governo federal. Já um pouco capenga: dos sete ministros anunciados, vieram para a abertura da ação apenas dois: o ministro da Pesca e Aquicultura (MPA), Luiz Sérgio e o ministro do Desenvolvimento Agrário (MDA), Afonso Florence. Além dos dois, representantes da Secretaria Geral da Presidência, do governo estadual (nada do governador, como fora prometido) e municipais locais, empreiteiras, Consórcio Construtor, Norte Energia & cia, com destaque para a prefeita Odileida Sampaio (PSDB) – cotada também para participar da solenidade de abertura, às 11 da manhã.
Mas a solenidade não saiu.
Acontece que, três horas antes, em frente à prefeitura, acontecia um protesto das famílias sem teto, moradoras das duas maiores ocupações da cidade (LINK pra matéria anterior). Organizados pelo Movimento dos Trabalhadores Desempregados (MTD), os manifestantes exigiam que a prefeitura garantisse a regularização das áreas ocupadas – que tem indício de grilagem e, segundo a coordenação das ocupações, não possuem documentação.
Também pediam a intervenção da prefeitura nos dois mandados de reintegração de posse expedidos por um juíz da cidade na última semana. “800 famílias estão na iminência de serem duplamente expulsas por Belo Monte”, expõe a militante do MTD, Samara Mauad. Segundo fontes na Polícia Militar, o despejo deverá acontecer ainda esta semana. Este conjunto de elementos, aliado ao clima tenso em que vive os bairros mais empobrecidos da cidade, tem levado a sucessivas manifestações (LINK pra mate’ria sobre o ato da última sexta) por moradia e contra Belo Monte. “Este ato joga parte da conta de Belo Monte nas mãos das prefeituras locais, que trocaram uma barragem por migalhas”, conclui Samara.
Duas horas de piquete, e nem sinal da prefeita.
O boato era de que ela já estava a caminho do local onde lançariam a Operação. E rumo à Operação Cidadania Xingu caminharam os manifestantes.

Ler mais em: http://xingu-vivo.blogspot.com/2011/08/sob-protesto-governo-federal-cancela.html

"Não é hora de pendurar as chuteiras"

Os povos indígenas e os ribeirinhos da Grande Volta do Xingu também não sabem o que vai acontecer com eles. Um enorme paredão vai separar esse povo da cidade de Altamira. Como levar doentes para o hospital? Como e onde fazer a feira? Não há resposta.
Mas existe ainda outra grande incógnita: o que acontecerá com as famílias dos agricultores? Para onde serão transferidas? Herdaram seus sítios dos antepassados. Sempre plantaram e colheram arroz, feijão, milho e mandioca. Nunca passaram fome. Ultimamente, investiram em cacau com muito bons resultados. O peixe é abundante na região e, obviamente, o prato preferido do povo. Mas o rio, numa extensão de 100 quilômetros, praticamente vai secar. Para onde serão levadas essas famílias? Receberão outro lote equivalente de terra agriculturável ou serão simplesmente mandado embora com alguma indenização insignificante? Onde vão pescar? De que vão viver? Onde vão plantar e colher para sobreviver? O governo, o Ibama, a Funai, o consórcio Norte Energia se escondem por trás de outro paredão: o silêncio.

Ler a entrevista em: http://xingu-vivo.blogspot.com/2011/08/nao-e-hora-de-jogar-toalha-e-pendurar.html

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Fica Aroeira

Carta dos presos por plantar árvores

Domingo dia 31 de Julho, um grupo de jovens que não concordam com a construção da usina de Belo Monte nem com o desmonte do Código Florestal Brasileiro plantaram três árvores no gramado do Congresso Nacional (copaíba, aroeira e ipê roxo, todas elas nativas do cerrado e protegidas por lei). O grupo não era grande, é verdade, mas tinha gente de todas regiões do Brasil.

Ficamos em roda quase o dia todo, cantando e dançando ao redor das mudas, e à noite, enquanto estávamos conversando com a imprensa, a Polícia do Senado (SPOL) veio de forma violenta, arrancou e matou as três mudas. Agindo assim, a SPOL cometeu um crime ambiental, por arrancar árvores nativas do cerrado protegidas por lei. Dois dos manifestantes que registravam os atos truculentos contra as árvores, foram agredido pelo policial que tentou arrancar as câmeras das mãos deles, danificando uma delas.

Segunda feira, primeiro de agosto, após dormirmos em nossos sacos de dormir na Esplanada, o tempo todo vigiados por viaturas policiais, acordamos bem e praticamos um pouco de Ioga. Passamos o dia, refletindo, fazendo música, jogando bola de meia no gramado em frente ao Congresso. Trocamos ideia; falamos de política, monocultura, cibercultura, contracultura, permacultura, sexo, drogas, rock’n roll, samba, coco, ciranda, maracatu, catira, Código Florestal, Belo Monte, 20 de agosto, liberdade, amor, respeito, e, sobretudo, Paz e Amor.

Ler mais em: http://jardimparaliberdade.wordpress.com/2011/08/03/ficaaroeira-carta-dos-presos-por-plantar-arvores/

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Água para todos, menos para o Xingu

Diário Liberdade - [Maurício Matos] Em 27/07/2011 foi publicado no Diário Oficial da União o Decreto nº7535, instituindo o Programa Nacional de Universalização do Acesso e Uso da Água, denominado "Água Para Todos".

Dentre suas diretrizes estão a "priorização da população em situação de extrema pobreza" e o "fomento à implementação de infraestrutura e equipamentos de captação, reservação, tratamento e distribuição de água, oriunda de corpos d'água, poços ou nascentes e otimização de seu uso". Tudo isso articulado com os órgãos responsáveis pela segurança alimentar e nutricional e pela saúde e meio ambiente, dentre outros.

Não há como deixar de notar a enorme incoerência, mesclada com pitadas de demagogia e sadismo, por parte do Governo Federal.

Ao mesmo tempo em que edita uma medida de vital importância para qualquer ser humano, o acesso à água potável, reconhecido em julho/2010 pela Assembléia Geral da ONU como um direito universal, Dilma, Lobão e companhia, continuam com a insanidade de construir Belo Monte.

Ler mais em:
http://diarioliberdade.org/index.php?option=com_content&view=article&id=18125:agua-para-todos-menos-para-o-xingu&catid=243:consumo-e-meio-natural&Itemid=156

Pare Belo Monte!



Imagens registradas durante passeata contra a UHE Belo Monte, ocorrida em Belém - Amazônia - Brasil, em 28/07/2011.

Outros vídeos:
Um carimbó para o Belo Monstro
http://www.youtube.com/watch?v=9FBvafgXyuU

Belo Monte vai cair
http://www.youtube.com/watch?v=n0SctzQ5Q6s

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Fora Curt, do IBAMA

Dia Internacional contra Belo Monte

Organizar o 20 de Agosto de 2011, dia internacional de luta contra a construção da UHE Belo Monte e demais hidrelétricas na Amazônia.

Pare Belo Monte!

Israel: "Bibi, vá pra casa".

Carta Maior - [Gideon Levy, Haaretz] Nunca houve uma manifestação como essa antes em Israel – todo mundo junto, jovens e velhos, direita e esquerda, árabes e judeus. Esqueçam o protesto sobre moradia, não se trata mais somente disso. Aqueles que temiam que os protestos fossem muito restritos, comezinhos, ontem assistiram à sua expansão. Seus objetivos já ultrapassaram o aluguel de um pequeno apartamento. Na noite de sábado, Benjamin Netanyahu recebeu sua carta de demissão, quando dezenas de milhares de israelenses ao longo do país gritaram “Bibi, vá para casa”. O artigo é de Gideon levy.

Ler mais em: http://www.diarioliberdade.org/index.php?option=com_content&view=article&id=18093:gideon-levy-a-noite-em-que-tive-orgulho-de-ser-israelense&catid=99:batalha-de-ideias&Itemid=113

Ausência

Estive ausente por problemas "técnicos". Já estou de volta.

sábado, 25 de junho de 2011

Israel desrespeita direitos de crianças e adolescentes palestinos

"Acordei com uma luz forte nos olhos", lembra Mahmoud. Policiais tiraram o adolescente palestino, de 14 anos, de sua cama e o levaram vendado. No caminho ele recebeu pancadas: "Eles me batiam com força e eu estava com muito medo."

O testemunho de Mahmoud é um exemplo da maneira como o exército israelense lida com menores de 12 a 17 anos nos territórios palestinos ocupados, diz Gerard Horton. O advogado da divisão palestina da organização Defence for Children pediu que a Holanda dê mais atenção para a situação dos mais de 200 menores palestinos que todos os anos vão parar atrás das grades.

Eles são suspeitos de jogarem pedras em militares e cidadãos israelenses. Horton descreve como os adolescentes são detidos e levados sem que seus pais saibam para onde.

"Na sala de inquérito o menor tem a venda removida, mas suas mãos são mantidas atadas. Alguns contam que são empurrados e quando caem da cadeira o interrogador pisa na sua cabeça. Isso acontece ao mesmo tempo em que o interrogador grita com o adolescente dizendo que tem que confessar."

Fonte: http://diarioliberdade.org/index.php?option=com_content&view=article&id=16978:israel-pune-menores-como-adultos&catid=242:repressom-e-direitos-humanos&Itemid=156

"Dignidade" parte, rumo a Gaza

El primer barco de la Flotilla de la Libertad parte rumbo a Gaza




domingo, 19 de junho de 2011

Mavi Marmara: "nosso destino é Gaza"

Belíssimo documentário de David Segarra sobre a luta para romper o bloqueio da Faixa de Gaza, imposto pelo estado terrorista-sionista, que culminou com o ataque das Forças Armadas israelenses, em águas internacionais, ao navio de ajuda humanitária Mavi Marmara, em maio/2010.


As outras partes do documentário podem ser acessadas na página do Diário Liberdade.


"Nuestro destino es Gaza. Nuestra forma de actuar es la no-violencia. Nuestros objetivos son levantar el bloqueo ilegal, de forma completa y permanente, y la libertad del pueblo palestino."

"Gernika" partirá, rumo a Gaza

Declaración de la II Flotilla de la libertad al consejo de Derechos Humanos de las Naciones Unidas.

Declaración institucional del Ayuntamiento de Gernika de apoyo a la Flotilla de la Libertad

Greves por todo o Brasil

Belo Monte: cresce a resistência

Convocatória do ato em São Paulo, 19/06.
Blog do Movimento Brasil pela Vida nas Florestas

Vídeos da Coluna Xingu Vivo, em Belém, 09/06.

Vídeos do ato em São Paulo, 05/06.

Belo Monte: anúncio de uma guerra.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Ameaças de morte aos que lutam contra Belo Monte

CONTRA BELO MONTE - A COLUNA XINGU VIVO SAI ÀS RUAS DE BELÉM

Exigindo a anulação da Licença de Instalação ilegal de Belo Monte, emitida pelo Governo Federal, a Coluna Xingu Vivo sai, mais uma vez, em passeata pelas ruas de Belém!

Belo Monte vai expulsar mais de 40 mil pessoas de suas terras e de seus lares; vai entregar mais de R$30 bilhões para empreiteiras e amigos do Governo; vai secar um trecho de 100 km da Volta Grande do Rio Xingu, acabando com toda a biodiversidade local; não vai gerar nem um quilowatt de energia para a população da Amazônia, nem diminuir o valor da conta de quem já tem luz em casa; vai atingir, direta e/ou indiretamente, mais de 15 mil indígenas que moram e dependem da bacia do rio Xingu; vai gerar somente 39% de sua capacidade máxima de energia; vai ser construída com recursos públicos, porém os lucros vão todos para os empresários; vai impactar 11 municípios, com uma população de mais de 360 mil pessoas. Resumindo, Belo Monte é ruim para o Brasil e péssimo para a Amazônia.

NÃO VAMOS DEIXAR ISSO ACONTECER!
TODOS ÀS RUAS, TODOS À LUTA!

DIA: QUINTA-FEIRA (09.06.2011)
LOCAL: CONCENTRAÇÃO NO CENTRO ARQUITETÔNICO DE NAZARÉ (SAINDO EM MARCHA ATÉ AO IBAMA)
HORA: 08h30min

LEVEM SUAS FAIXAS, BANDEIRAS, CARTAZES, FANTASIAS, INSTRUMENTOS SONOROS, ETC.
BRADEMOS COM TODAS AS NOSSAS FORÇAS
VIVA O RIO XINGU, VIVO PARA SEMPRE!
VIVA A AMAZÔNIA, LIVRE E SOBERANA!

Fonte: http://xingu-vivo.blogspot.com/2011/06/contra-belo-monte-coluna-xingu-vivo-sai.html

Batistti livre?

Supremo mantém decisão de Lula e liberta Cesare Battisti
Extradição do ex-ativista tinha sido negada pelo ex-presidente Lula.
Preso há cerca de 4 anos, italiano deve ser libertado nesta quinta (9).

http://g1.globo.com/politica/noticia/2011/06/supremo-mantem-decisao-de-lula-e-liberta-cesare-battisti.html

sábado, 4 de junho de 2011

Manifestações contra Belo Monte

ATOS UNIFICADOS:

SP: http://www.facebook.com/event.php?eid=206368546068332

POA: http://www.facebook.com/event.php?eid=228986130460458

RIO: http://www.facebook.com/event.php?eid=217648318255080

SALVADOR: http://www.facebook.com/event.php?eid=123058481110678

ARACAJÚ: http://www.facebook.com/event.php?eid=175534165838542

BH: http://www.facebook.com/event.php?eid=213592842007699

Curitiba: http://www.facebook.com/event.php?eid=114301388657635

Nos manifestaremos também contra o novo código florestal, contra a bandidagem política, contra o racismo, contra a homofobia, contra a corrupção, contra os impostos abusivos, etc, etc, etc!

A sentença de morte dos povos Xingus não pode ser assim decretada. Belo Monte seria maior ainda que o Canal do Panamá, inundando pelo menos 400.000 hectares de florestas, expulsando 40.000 indígenas, mais populações locais, e destruindo o habitat precioso de inúmeras espécies, tudo isso para "criar" energia que poderia ser facilmente gerada com maiores investimentos em eficiência energética e fontes renováveis.

*PORTANTO, ATENÇÃO!* Precisaríamos de Muitos Cartazes e de muito "barulho"! Tragam, assim, Altos-falantes, tambores, vuvuzelas, apitos, chocalhos, panelas..). VAMOS NOS REUNIR 1H ANTES para fazer os Cartazes. OBS: que tenhamos pelo menos duas cameras de celular ou duas filmadoras. É desse modo que, na sequência, faremos repercutir a nossa manifestação em favor de nossos irmãos do Xingu.

Faça pois o seu cartaz, vista seu cocar, seu nariz de palhaço, traga sua panela, seu violão, mãe, cachorro, papagaio. Pinte sua cara, grite alto! Somos jovens e não podemos deixar que tomem as rédeas das nossas vidas. Somos livres, não podemos deixar que as coisas aconteçam dessa forma, como se não tivesse a ver conosco. Chega de manifestos virtuais, existe uma vida acontecendo lá fora.. A nossa. Somos nós quem devemos escolher nossos caminhos. CHEGA DE TANTA PALHAÇADA.

DIVULGUEM, CHAMEM, DIVULGUEM E CHAMEM DENOVO!!!

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Nota em repúdio à concessão da LI para Belo Monte

NOTA DO MOVIMENTO XINGU VIVO – COMITÊ METROPOLITANO SOBRE A LICENÇA DE INSTALAÇÃO DA UHE BELO MONTE
Há muito já se sabe que a Usina Hidrelétrica (UHE) Belo Monte não tem viabilidade econômica, social, ambiental, cultural e mesmo política. Mais uma prova disso foi a carta enviada à presidente Dilma Rousseff no dia 19 de maio/2011, assinada por 20 das mais importantes associações cientificas brasileiras, como a Academia Brasileira de Ciências (ABC) e a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que após se debruçarem por um longo tempo sobre os estudos até aqui realizados, manifestaram preocupação e pediram a suspensão do processo de licenciamento da UHE Belo Monte.
Há muito também já se sabe que a UHE Belo Monte infringe frontalmente a constituição e a legislação ambiental do Brasil. É por isso que a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), nacional e seção Pará, e o Ministério Público Federal (MPF) estão pedindo que sejam suspensas as operações de Belo Monte enquanto as condicionantes não forem realmente cumpridas. Nesse sentido, no dia 11 de maio/2011 o MPF emitiu uma recomendação ao presidente do IBAMA, pedindo que este se abstenha de emitir a Licença de Instalação da UHE Belo Monte, enquanto as questões relativas às condicionantes da Licença Prévia 342/2010 não forem definitivamente resolvidas.
Nem mesmo o consorcio Norte Energia S.A. (NESA), montado pelo Governo Federal as vésperas do leilão, apresenta consistência. Esta semana foi amplamente divulgado que as empresas Galvão Engenharia, Serveng e Cetenco já fizeram pedido formal de desligamento do consórcio, a Contern fará o pedido nos próximos dias, e a J. Malucelli e Mendes Junior estão apenas a procura de alguém que compre os seus percentuais no negócio, seguindo os mesmos passos da Gaia Energia, que já vendeu a sua parte para a VALE. Antes mesmo de iniciar suas atividades a NESA já está caindo de podre.
A UHE Belo Monte é hoje uma bandeira política do Governo Federal, só isso explica a obsessão por esta obra, que vai repassar no mínimo 30 bilhões de reais para as empreiteiras, setor que, coincidentemente, ficou em 1º lugar no repasse de verbas para a campanha da presidente Dilma Rousseff.
Mostrando mais uma vez força e determinação, reuniram-se entre os dias 20 e 23 de maio/2011, na Aldeia Piaraçu, mais de 200 lideranças, representando 12 etnias, índios Kayapó, Juruna, Kaiabi, Xavante, Cinta larga, entre outros, além de lideranças dos movimentos sociais, que reafirmaram em alto e bom tom “NÃO À CONSTRUÇÃO DE BELO MONTE”. Reiterou-se a intenção de todos e todas em lutar, até o ultimo suspiro, contra esta usina.
É por tudo isso que repudiamos a emissão da Licença de Instalação ilegal de Belo Monte. Exigimos que esse projeto seja definitivamente encerrado. Alertamos ao governo da presidente Dilma Rousseff que ele será o único responsável pelas conseqüências que decorrerão de sua insistência nesse projeto. Conseqüências que poderão ser expressas, literalmente, em dor, lagrimas e sangue.
Pedimos o apoio de todos os brasileiros e brasileiras. Conclamamos as pessoas do mundo todo para que possamos estar juntos nesta decisiva batalha para barrar os mais pesados ataques que o capital já desferiu, até hoje, contra a floresta, os rios, os povos e a vida na Amazônia, no Brasil, e no Planeta Terra.
Somos fortes.
Estejam conosco, estamos com vocês.

A FLORESTA, OS RIOS E A VIDA NOS CHAMAM!
TODOS E TODAS EM SUA DEFESA!

Belém, 01 de junho de 2011

Assinam esta nota:
- Associação Paraense de Apoio às Comunidades Carentes (APACC)
- Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais (ABONG)
- Associação Indígena Tembé de Santa Maria do Pará (AITESAMPA)
- Associação dos Empregados do Banco da Amazônia (AEBA)
- Comissão Pastora da Terra (CPT/PA)
- Conselho Indigenista Missionário Regional Norte II (CIMI)
- Comitê Dorothy
- Companhia Papo Show
- Coletivo de Juventude Romper o Dia
- Central Sindical e Popular CONLUTAS
- Diretório Central dos Estudantes/UFPA
- Diretório Central dos Estudantes/UNAMA
- Diretório Central dos Estudantes/UEPA
- Federação de Órgãos para Assistência social e educacional (FASE)
- Fórum de Mulheres da Amazônia Paraense (FMAP)
- Fundação Tocaia (FunTocaia)
- Fórum da Amazônia Oriental (FAOR)
- Fórum Social Pan-amazônico (FSPA)
- Fundo Dema/FASE
- Grupo de Mulheres Brasileiras (GMB)
- Instituto Amazônia Solidária e Sustentável (IAMAS)
- Instituto Universidade Popular (UNIPOP)
- Instituto Amazônico de Planejamento, Gestão Urbana e Ambiental (IAGUA)
- Movimento de Mulheres do Campo e da Cidade do Estado do Pará (MMCC-PA)
- Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST)
- Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB)
- Movimento Luta de Classes (MLC)
- Mana-Maní Círculo Aberto de Comunicação, Educação e Cultura
- Movimento Hip-Hop da Floresta (MHF/NRP)
- Partido Socialismo e Liberdade (PSOL)
- Partido Comunista Brasileiro (PCB)
- Partido Socialista dos Trabalhadores Unificados (PSTU)
- Rede de Educação Cidadã (RECID)
- Rede de Juventude e Meio Ambiente (REJUMA)
- Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos (SDDH)
- Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Federal do Pará (SINTSEP/PA)
- Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (ANDES-SN)
- Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras da Gestão Ambiental do Estado do Pará (SINDIAMBIENTAL)
- Sindicato dos Trabalhadores na Construção Civil de Belém e Ananindeua

Fonte: http://xingu-vivo.blogspot.com/2011/06/nota-do-movimento-xingu-vivo-comite.html

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Belo Monte de corrupção.


No momento em que o país debate temas como o Código Florestal, as barragens na Amazônia, o enriquecimento do ministro Palocci e a corrupção, uma ação da Corregedoria da Polícia Civil e do Ministério Público de São Paulo, no último dia 20/05, colocou doze pessoas atrás das grades. O esquema de fraudes em licitações envolvia a Prefeitura de Campinas-SP e diversos empresários, em especial, alguns ligados a grandes empreiteiras como a Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez.

Coincidência ou não, essas duas construtoras, mais a Odebrecht, detêm 50% do contrato assinado com a Norte Energia S/A - NESA para a construção da UHE Belo Monte.

Outra informação importante diz respeito a um desconhecido José Carlos Bumlai, que está sendo investigado, com fortes indícios de que estaria diretamente envolvido no esquema de corrupção em Campinas. Mas qual a relação desse empresário com as hidrelétricas na Amazônia? Este senhor nada mais é do que um dos principais articuladores da formação do consórcio vencedor do leilão de Belo Monte.

Ou seja: tanto as empreiteiras contratadas pela NESA, quanto um dos seus mais importantes patrocinadores, estão diretamente relacionados a um belo monte de corrupção.

É difícil imaginar a farra que farão com o dinheiro público, caso a hidrelétrica seja realmente construída? Não! Mas é nas mãos dessas pessoas que o Governo Federal quer colocar cerca de R$ 30 bilhões, via empréstimo do BNDES e aportes financeiros dos fundos de pensão de estatais, para a construção da usina no rio Xingu.

Em nosso Estado, com o recente escândalo na ALEPA, outras intrigantes relações passam a ser observadas. Dos 4 Deputados que fazem parte da comissão criada para acompanhar a construção de Belo Monte, 3 se recusam a assinar o pedido de CPI para investigar a corrupção. O que temem? E Domingos Juvenil, feroz defensor de Belo Monte, que interesses teria na construção da barragem?

É... Quanto mais se mexe, mais sujeira aparece. E os apoiadores de Belo Monte, um a um, vão tendo seus nomes envolvidos em esquemas obscuros que engordam suas contas bancárias, à custa de enormes rombos nos cofres públicos.

BASTA DE CORRUPÇÃO! PARE BELO MONTE!

Fonte: http://xingu-vivo.blogspot.com/2011/05/belo-monte-de-corrupcao.html

(panfleto distribuído na passeata contra a corrupção, ocorrida em 28/05/2011, em Belém-Pará)

sexta-feira, 27 de maio de 2011

A democracia da burguesia espanhola



C O V A R D E S !

''Esta é a sua democracia'': porradas e bolas de borracha contra acampamento pacífico em Barcelona

Polícia desaloja manifestantes à força de praça em Barcelona

Barcelona: El pueblo retoma la plaza tras el brutal intento de desalojo. Concentración en Pz/ Catalunya a las 19:00 h.

Outros vídeos do covarde ataque da polícia catalã: http://www.designk.es/acampada/general/barcelona.php

Os "donos" da terra.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Aprovado o Código do Desmatamento



Veja quem votou a favor da devastação do meio ambiente.

Código Florestal: retrocesso e vergonha nacional

sábado, 21 de maio de 2011

França se mobiliza contra o G-8 e o racismo

Dias 21 e 22/05: mobilizações contra o G8 / G20








Dia 28/05: mobilização contra o racismo e a política governamental para os imigrantes.

Praça Puerta del Sol, Madrid

Acampados nas ruas, espanhóis protestam por reformas e uma participação mais ativa na política.


A Praça Tahir na Europa

Uma praça do Tahir na Europa?
Pedro Fuentes,
Secretaria de Relações Internacionais do PSOL
http://internacionalpsol.wordpress.com/



Indignados. Fartos. Dezenas de milhares de pessoas se manifestaram, dia 15 de maio – último domingo – em mais de 50 cidades espanholas. A manifestação foi convocada sob a plataforma cidadã “Democracia Real Já!”. A concentração de maior envergadura ocorreu em Madri, onde milhares de pessoas conseguiram parar o centro da cidade.
“As críticas aos políticos, partidos e banqueiros, ao resgate das entidades financeiras, ao trabalho precário, aos cortes nos gastos sociais, e à atual lei eleitoral eram os lemas estampados nos cartazes”.

“Violência é cobrar 600 euros” dizia um cartaz.

“Não é uma crise, é um roubo.” lia-se num cartaz carregado por muitos manifestantes. “Foram também constantes as referências à Islândia, onde a população, em referendo, recusou-se, por duas vezes, a pagar pela falência de seus bancos.”, escreveu Ana Requena Aguilar no Diário “Público”.

Segundo a plataforma “Democracia Real Já”, responsável pela convocação da manifestação através do facebook – seguindo o exemplo de Egito e Tunísia – havia mais de 50 mil pessoas nas ruas de Madri, 15 mil em Barcelona e 10 mil em Sevilha. O número informado pela polícia apontada uma participação menor. Mas de qualquer maneira, não há como negar que se passou algo inédito na Espanha. Por fora das organizações políticas e dos sindicatos, plataformas juvenis e cidadãs ganham as ruas e ameaçam permanecer.

Em que pese a repressão do governo de Zapatero e da resolução da justiça proibindo novas manifestações, um grande contingente segue acampado na Praça Puerta del Sol em Madrid e se propõe a ficar por vários dias, até a eleição prevista para o próximo domingo (22 de maio).

A convocatória da Plataforma (ver anexos) é formada por oito eixos nos quais é feita uma forte denúncia à partidocracia e à corrupção do PP e do PSOE1. Ela denuncia os banqueiros e ataca os subsídios que receberam do governo; ao mesmo tempo, exige soluções frente ao desemprego e aos baixos salários.

Um dos posts do facebook dizia “Tomem as ruas! Os políticos mentem, os bancos roubam, os patrões exploram, os sindicatos nos vendem, a mídia nos engana”. http://www.youtube.com/watch?v=HKV-LQZVVeA&feature=player_embedded

São novas formas de responder às medidas de austeridade tomadas pelo governo socialista, que incluem um forte ajuste fiscal e corte nos salários, além do aumento da idade de aposentadoria para os 67 anos, entre outras medidas que acabaram de ser negociadas entre o governo e a burocracia sindical da CCOO e da UGT2.

As mobilizações ocorridas até agora na Espanha, na Itália, na Alemanha, na França, na Inglaterra tiveram um caráter defensivo e de resistência às medidas de ajuste. Foram mobilizações fortes e massivas convocadas pelas centrais sindicais que são controladas por dirigentes reformistas que têm tido como política, a pressão para negociar medidas de ajudes mais suaves.

A novidade da mobilização na Espanha – e talvez, também na Grécia, onde há alguns dias ocorreu a segunda greve geral desse ano – é que, nesses países, a mobilização tem dois aspectos que se destacar: 1) ela possui um caráter político, levanta reivindicações democráticas e anticapitalistas e 2) se constrói à margem – no caso da Espanha – ou ultrapassa os limites – no caso da Grécia – das organizações controladas pelas direções tradicionais, vinculadas à socialdemocracia e aos Partidos Comunistas.

Por isso mesmo, a nova onda de protestos na Espanha parece um contágio das mobilizações que antecederam as revoluções na Tunísia e no Egito. Nesses países, a juventude e o povo se levantaram contra os regimes autoritários e contra a fome e o desemprego que assolavam suas economias impactadas pela crise capitalista mundial.

No velho continente há regimes democráticos burgueses. Mas ainda que não haja ditaduras, a crise econômica é gravíssima e desnuda, cada vez mais, o papel dos velhos partidos no poder, que estão cada vez mais distanciados das necessidades do povo e, por outro lado, mais vinculados às grandes corporações e aos banqueiros.

Seria fazer uma análise voluntarista crer que, a partir dessas novas mobilizações, já estejamos vivendo também as revoluções na Europa; mas seria também um erro – talvez mais grave – não ver as conexões existentes entre os processos vividos nos países de ambos os lados do Mediterrâneo.

A Europa está no centro da crise econômica mundial. Uma crise que tocou toda a estrutura política e econômica da União Europeia, esse grande projeto da burguesia imperialista que, nos anos 80 e 90 aparecia como o melhor exemplo de sucesso, sob o auge da globalização e do neoliberalismo. Hoje, a União Europeia está se afundando, suas classes dominantes mostram sua incapacidade para administrar uma saída para a crise; elas já não podem levar adiante o resgate de suas economias mais débeis – Espanha, Grécia, Portugal, Irlanda e Finlândia. Já está caindo a livre circulação por suas fronteiras; Dinamarca deixou de lado os progressivos acordos que permitam essa circulação sem controle.

A situação europeia mudou e, por isso mesmo, essas mobilizações na Espanha aparecem como o aviso de situações que, com suas características próprias e particularidades – dentre as quais destacamos o caráter marcadamente anticapitalista – se produzem nesse continente como um todo.

http://www.youtube.com/watch?v=HKV-LQZVVeA&feature=player_embedded

Democracia Real Ya - Madri, 15/maio/2011

O mundo defende a Patagônia sem represas.


Paris

Barcelona


Berlin

México



16ª Marcha do Silêncio

Cerca de dez mil uruguaios saíram às ruas na sexta-feira (20/05) em Montevidéu para participarem da 16ª Marcha do Silêncio, manifestação anual em memória dos desaparecidos durante a última ditadura militar do país (1973-1985). Ela ocorreu no mesmo dia em que o parlamento uruguaio rejeitou um projeto de lei que permitiria que os crimes cometidos naquela época pudessem ser julgados. As informações são das agências de notícias Efe e France Presse.

Sob um silêncio assustador, rompido apenas pela leitura dos nomes das vítimas, cujas fotografias acompanharam a marcha, os manifestantes caminharam sob o lema "Verdade e Justiça: direitos de todos e responsabilidade do Estado".

Ler mais em: http://operamundi.uol.com.br/conteudo/noticia/URUGUAI+MARCHA+DO+SILENCIO+FOI+MARCADA+POR+MANUTENCAO+DE+LEI+DE+ANISTIA+A+MILITARES_12077.shtml

Ler também: Anistia Internacional diz que Uruguai perdeu oportunidade histórica ao não anular Lei de Caducidade

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Somos todos "veados"

Sou “veado” e com i maiúsculo
http://camilamarins.blogspot.com/2011/05/sou-veado-e-com-i-maiusculo.html
“Bolsonaro diz que PSOL é partido de pirocas e ‘veados’”. Este foi o título da matéria de muitos veículos de comunicação desta quinta-feira, dia 19. Uma atrás da outra, justamente na semana em que comemoramos o dia internacional de luta contra a homofobia (17 de maio). Então, digo a esse certo indivíduo o seguinte: se lutar pela igualdade de direitos significa ser “veado”, então eu sou “veado”. Lutar pela livre orientação sexual significa ser “veado”, então eu sou “veado”. Acreditar no amor entre duas pessoas, independentemente de sexo, significa ser “veado”, então eu sou “veado”. Lutar contra todo e qualquer tipo de opressão significa ser “veado”, então eu sou “veado”. Acreditar que este tipo de manifestação preconceituosa só induz à violência e não contribui em nada para um mundo melhor significa ser “veado”, então eu sou “veado”. Acreditar na verdadeira democracia livre de desigualdades sociais significa ser “veado”, então eu sou “veado”. Acreditar que o respeito é possível significa ser “veado”, então eu sou “veado”.

E digo mais: sou “veado” e com i maiúsculo!

Se você acredita nesses princípios básicos por um mundo melhor, justo e VERDADEIRAMENTE solidário, entregue-se a essa tal “veadagem”. Direitos são iguais e devem ser respeitados! Chega de homofobia!

http://colunas.epoca.globo.com/ofiltro/2011/05/18/bolsonaro-diz-que-psol-e-partido-de-veados/

http://www.jb.com.br/pais/noticias/2011/05/18/apos-acusacao-bolsonaro-diz-que-psol-e-partido-de-veados/

http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/917740-psol-entra-representacao-contra-bolsonaro-na-corregedoria.shtml

http://oglobo.globo.com/pais/noblat/posts/2011/05/18/bolsonaro-psol-um-partido-de-pirocas-de-veados-381202.asp




Ô Bolsonaro, vai tomar tacacá!

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Barco com ajuda a Gaza é interceptado em águas internacionais.

La misión El Espíritu de Rachel Corrie, con la participación de un barco de Malaysia cargado de ayuda humanitaria para Palestina, ha estado interceptado y atacado por las fuerzas navales israelíes en la zona de seguridad palestina esta mañana a las 6.54h, hora local. El barco con 12 tripulantes y pasajeros está a salvo. El barco ha sido obligado a anclarse en aguas egipcias a una milla y media náutica de las aguas de Gaza.

Este último suceso ocurrió tras la triste conmemoración ayer de la Nakba en el que muchos palestinos perdieron la vida. Nakba, la palabra árabe que significa catástrofe, es “la expulsión y el despojo de cientos de miles de Palestinos de sus casas y tierras en 1948”. La iniciativa humanitaria está patrocinada por Perdana Global Peace Foundation (PGPF) y participan en esta misión activistas contra la guerra y periodistas de Asia, América y Europa.

Ler mais em: http://www.rumboagaza.org/espiritu-de-rachel-corrie/

Vídeos do Dia do Nakba

Milhares marcham em Nova York pelo Dia do Nakba.

Obrigado ao mundo pela solidariedade.

Começou a terceira Intifada. Viva a Palestina.

Fonte: http://somostodospalestinos.blogspot.com/

Novas imagens do confronto



Fonte: http://somostodospalestinos.blogspot.com/

domingo, 15 de maio de 2011

Admiráveis loucos


Quão loucas são essas crianças,
que sobem em árvores e escalam paredes.

Quão loucas são essas crianças,
que queimam pneus, empunham bandeiras e
atiram pedras em monstros imbatíveis.

O que passa na cabeça desses jovens
que saltam sobre muros para enfrentar,
de peito aberto,
as balas do Estado assassino?

Loucos!
Admiravelmente loucos.
Optaram por usar o próprio sangue
para escrever a história.

História de libertação da humanidade.

E a existência desses loucos,
que ousam lutar contra as trevas,
é a única razão
para sentir orgulho em pertencer
à raça humana.

Mauricio S Matos
Belém, 15/maio/2011 

Imagens do confronto



Vídeo Al-Jazeera: http://www.youtube.com/watch?v=5oIkDzrwZLM&feature=player_embedded

Começou a terceira Intifada

Israeli army in deadly confrontations with pro-Palestinian protesters.
At least 13 people killed as troops clash with demonstrators in Gaza and on the borders with Syria and Lebanon

Ya son 17 los muertos, más de 200 heridos y estado de alerta en Israel por disturbios durante la 'Nakba'
Los enfrentamientos entre fuerzas israelíes y manifestantes palestinos han provocado hasta el momento diecisiete civiles muertos, y varias centenas de heridos...

Repressão militar israelita faz 17 vítimas mortais palestinas no 63 aniversário da Nakba

Carta ao Bolsonaro - Vá tomar tacacá.

POR JOSÉ RIBAMAR BESSA FREIRE (*)

Quando o finado Waldick Soriano entrava no centro de lazer ‘Lá Hoje’, em Manaus, cantando o bolero A Carta, as meninas iam ao delírio, especialmente com a frase final: “Espero que um dia / tudo se combine / e a quem ama não seja negado / o direito de ser amado”. Ele dava uma paradinha em “ser” e esgoleava: “aaaaamado”. Esse modelo epistolar do cantor baiano inspirou a forma e o conteúdo da carta abaixo enviada ao deputado Bolsonaro (PP- vixe, vixe!). Ai vai.


Manaus, 15 de maio de 2011

Excelentíssimo Sr. Deputado Jair Messias Bolsonaro

Saudações. Escrevo essa carta, mas não repare os senões, para dizer o que senti na última quinta-feira, quando vi sua imagem na TV, atrás da senadora Marta Suplicy (PT-SP). Ela concedia entrevista sobre o projeto de lei que tipifica como crime a homofobia. V. Ex.ª , muito enxerido, interrompeu-a com um panfleto antigay, promovendo o maior arranca-rabo com a senadora Marinor Brito (PSOL-PA). Sua truculência, deputado, me faz lembrar o Nego Valdir, da Rua das Flores, no Bairro de Aparecida.

Nem seu Anquises nem dona Almerinda entendiam porque Valdir, o filho caçula, odiava tanto os homossexuais. É verdade que, na década de 1950-60, quase todo mundo era preconceituoso, os moleques riam, debochavam, faziam piadinha, mas ninguém era tão fervorosamente e tão visceralmente virulento como o Valdir. Quando ele via um cara mais delicado, um fiu-fiu, sentava logo a porrada, proclamando sua própria macheza aos quatro ventos. Parece que bater em gays o tornava mais macho.

Era um ódio doentio. Um dia, num banho coletivo de igarapé, sem mais nem menos, Valdir quase mata afogado no bosteiro de São Vicente o Heraldinho Bebê, suspeito de ‘correr na floresta’, segundo as más línguas. O que é que Valdir perdia ou deixava de ganhar com a existência de mariquinhas? Nada. Em que o fato de alguém desmunhecar prejudicava a vida dele? Em nada. Então, por que tanta violência? Mistério. O certo é que o Nego Valdir, durante algum tempo, foi uma espécie de Bolsonaro amazonense, aterrorizando qualquer um que fosse suspeito de ‘carregar bandeja’.

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Patagônia sem represas


Barcelona, 13/maio


Roma, 13/maio


Concepcion, 13/maio


Osorno, 11/maio


Buenos Aires, 11/maio

30 mil nas ruas de Santiago em defesa da Patagônia

Más de 30 mil personas llegaron a Plaza Italia, en el centro de Santiago, para manifestar su rechazo al proyecto HidroAysén. El conteo corresponde a las cifras entregadas por la propia policía uniformada, la que, nuevamente, reprimió con violencia a los manifestantes.

En Valparaíso, unas dos mil personas se reunieron a eso de las 19:30 horas y comenzaron a marchar desde la Plaza Sotomayor por la avenida Pedro Montt con dirección al Congreso.

En La Serena medio millar de personas salieron desde la Plaza Buenos Aires y se trasladaron por la avenida Francisco de Aguirre hasta la Ruta 5.

En Los Angeles, cerca de 50 personas llegaron hasta el frontis de la Gobernación de Bío-Bío, frente a la Plaza de Armas de la ciudad. También hubo manifestaciones en Chillán.

En Temuco alrededor de 100 estudiantes protestaron en el centro de la ciudad y en Valdivia un millar de personas se sumó a la movilización.

También hubo convocatorias a protestar en Rancagua, Copiapó, Concepción, Osorno, Puerto Montt y Puntas Arenas.

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quarta-feira, 11 de maio de 2011

Contrainformação: a verdade sobre Belo Monte - II

O Consórcio Norte Energia criou uma série de propagandas enganosas sobre os impactos de Belo Monte na população do Xingu, veiculadas em aeroportos brasileiros. Veja o que realmente irá acontecer

Contrainformação. A verdade sobre Belo Monte - I